A ação ocorreu em cidades do Maranhão e também teve desdobramentos no Piauí. Segundo as investigações, o esquema consistia na inserção de informações falsas no sistema utilizado para declarar vínculos de trabalho e recolhimentos previdenciários.
Na prática, eram criados empregos fictícios, permitindo que pessoas passassem a ter direito a aposentadorias, auxílios e outros benefícios pagos pelo INSS, mesmo sem nunca terem exercido atividade formal.


De acordo com a Polícia Federal, o grupo atuava de forma organizada e contava com a participação de contadores, intermediários responsáveis por captar interessados e até advogados que auxiliariam na liberação dos benefícios fraudulentos.
As investigações apontam que pelo menos 50 benefícios foram concedidos de maneira irregular, causando um prejuízo estimado em cerca de R$ 4,6 milhões aos cofres públicos.
Durante a operação, foram cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão em diferentes municípios. A Justiça também autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados, além do bloqueio de bens e valores.
A ofensiva é um desdobramento de uma investigação iniciada em 2025, quando já haviam sido identificados indícios da atuação do grupo em fraudes previdenciárias.
Os suspeitos poderão responder por crimes como estelionato contra o INSS, falsidade ideológica, uso de documentos falsos e lavagem de dinheiro.