De acordo com o presidente do sindicato, Isaías, a paralisação ocorre durante o período da data-base da categoria, que tem início em 1º de janeiro. Entre as principais reivindicações estão um reajuste salarial de 12%, aumento do tíquete de alimentação para R$ 650, melhorias nas diárias e reajuste nas despesas de viagem.


Segundo o sindicato, a empresa apresentou uma contraproposta considerada insuficiente pelos trabalhadores, oferecendo reajuste salarial de 6%, tíquete alimentação de R$ 400 e mantendo os valores atuais das despesas de viagem. A proposta foi rejeitada em assembleia, especialmente pela falta de negociação em relação aos custos das viagens.
Os motoristas alegam que os valores repassados atualmente não são suficientes para cobrir despesas básicas como pagamento de ajudantes, manutenção de veículos, condições das estradas e outros custos operacionais. “Não está dando para se sustentar com as despesas de viagem como estão hoje”, afirmou o presidente do sindicato.
Isaías destacou ainda que a entidade tentou negociar com a empresa em diversas ocasiões, inclusive convidando representantes e o advogado da distribuidora para participar da assembleia, além de contatos por e-mail. No entanto, segundo ele, não houve avanço nas tratativas. O sindicato afirma que cumpriu todos os trâmites legais, incluindo notificações formais e o prazo de 72 horas para manifestação da empresa.
A paralisação não tem prazo definido para terminar e deve continuar até que haja uma nova proposta e avanço nas negociações. “Estamos abertos ao diálogo a qualquer momento. Assim que houver acordo, os trabalhadores voltam a rodar”, ressaltou Isaías.
Além de impactar diretamente os motoristas e a distribuidora, o movimento também pode afetar comerciantes do sul do Maranhão, do Piauí e de outros estados atendidos pela empresa, devido ao atraso na entrega de mercadorias. A situação segue em andamento e novas atualizações são aguardadas.