As investigações sobre o desaparecimento das crianças Ágatha Isabelly e Allan Michael, em Bacabal, no Maranhão, avançaram nas últimas horas com novos desdobramentos. A mãe das crianças, Clarice, e o padrasto, Mácio, passaram a ser tratados como suspeitos e foram conduzidos à delegacia para novos depoimentos, após apresentarem versões divergentes sobre o dia do desaparecimento.
De acordo com informações apuradas, o casal não teria saído para procurar as crianças ao longo do dia em que elas desapareceram. Em depoimento, ambos afirmaram que teriam sido orientados por moradores da região a aguardar 24 horas, acreditando que as crianças retornariam sozinhas para casa. Essa versão foi apresentada oficialmente à Polícia Civil, mas levantou questionamentos entre os investigadores.


Enquanto isso, as buscas em campo continuam. Na terça-feira, o menino Anderson Kauã, primo das vítimas, participou das operações com autorização da Justiça do Maranhão. A criança foi acompanhada por policiais e por equipes da rede de proteção à infância, com restrição à presença da imprensa, medida adotada para evitar qualquer tipo de intimidação ou prejuízo emocional ao garoto.
Durante a ação, Kauã indicou os últimos caminhos percorridos com Ágatha e Allan, reafirmando as informações já prestadas anteriormente à Polícia Civil e aos psicólogos que o acompanham. Ele esteve, inclusive, na chamada “Casa Caída”, apontada como o último local onde os três estiveram juntos, antes de se desencontrarem.
Equipes especializadas com cães farejadores identificaram o cheiro de Ágatha e Allan no trajeto que vai da Casa Caída até a margem do rio Mearim. No entanto, os cães não detectaram o mesmo odor referente a Kauã, o que indica que o garoto não seguiu o mesmo percurso das duas crianças.
No rio Mearim, a Marinha do Brasil concluiu o trabalho de escaneamento da área delimitada, mas, até o momento, nenhum vestígio foi encontrado. A água barrenta tem dificultado a visibilidade dos equipamentos utilizados, limitando o alcance das buscas. Novas tecnologias devem ser empregadas para a continuidade do levantamento da parte interna do rio, embora a utilização de um drone submerso, inicialmente cogitada, tenha sido descartada.
Outro avanço significativo no caso foi a entrada da Polícia Federal nas investigações. Agentes da PF chegaram a Bacabal nas últimas horas para reforçar o trabalho de apuração e auxiliar na tentativa de localizar Ágatha e Allan, desaparecidos há 19 dias.
As forças de segurança seguem mobilizadas, e o caso continua sendo tratado como prioridade máxima pelas autoridades estaduais e federais.