Jairinho e mãe de Henry podem ter demorado a procurar hospital; parentes da babá foram indicados pelo vereador para cargos públicos
14/04/2021 07:44 em Nacionais

O menino Henry Borel, de 4 anos, já chegou morto ao hospital porque demorou a ser levado à unidade após ser agredido. O intervalo de cinco horas entre a agressão e a procura por socorro é apontado pelo perito responsável pelo caso.

A conclusão do presidente do Instituto de Perícias Judiciais e Ciências Criminais do Rio de Janeiro é possível porque a morte estimada foi às 23h. O vereador Jairinho e a mãe da criança, Monique Medeiros, no entanto, aparecem nas imagens da câmera do elevador do condomínio com a criança no colo apenas por volta das 4 horas da manhã.

Segundo Leandro Lima, a análise é possível porque um tipo de mancha no corpo do menino revela o período da morte.

O perito destaca que o laudo do IML aponta manchas de hipóstase no corpo da criança. As marcas aparecem 45 minutos após a parada da circulação sanguínea. É a coloração das manchas que indica um horário aproximado da morte.

Henry já chegou morto ao hospital, segundo anotação da equipe médica.

Segundo o laudo do IML, Henry teve laceração no fígado e hemorragia interna. Com isso, os peritos descartam a possibilidade de que o menino tenha morrido após cair da cama, versão apresentada por Monique e Jairinho, que estão presos desde a última quinta-feira (8), acusados pela morte da criança.

PARENTES DA BABÁ FORAM INDICAÇÕES POLÍTICAS DE JAIRINHO

Familiares da babá do menino Henry tinham envolvimento político com o vereador Jairinho, responsável por diversas indicações de parentes de Thayná de Oliveira Ferreira a cargos na Prefeitura Rio.

Em novo depoimento prestado à Polícia, a babá disse que uma tia e o noivo dela já trabalharam na Prefeitura do Rio, na gestão de Marcelo Crivella, por indicação de Jairinho.

O noivo foi lotado na secretaria de esportes e era responsável pela prestação de contas, sendo remunerado, segundo Thayná, com salário de R$ 2.700. A babá também afirmou que os dois deixaram o governo quando Crivella saiu da Prefeitura. Mas um tio dela ainda é assessor pessoal de Jairinho.

Thayna de Oliveira Ferreira começou a trabalhar para Jairinho há 8 anos, numa campanha eleitoral do vereador. Em janeiro deste ano começou a cuidar de Henry.

Ela alegou ter mentido no primeiro momento porque a mãe dela ainda trabalha como babá de um sobrinho do vereador. A defesa de Thayná disse que o vínculo entre as famílias aconteceu porque todos moram muito próximos, em Bangu, na Zona Oeste do Rio.

No depoimento, Thayná disse também que ganhou uma cama de Jairinho e Monique, no valor de cerca de R$ 1.300,00, de presente de noivado. Mas negou que o casal tenha oferecido dinheiro para ela mentir para a Polícia.

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