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Interpol acompanha investigação sobre desaparecimento de Ágatha e Allan e possível ligação com crianças encontradas nos EUA
Caso dos irmãos desaparecidos em Bacabal ganhou novo capítulo após autoridades internacionais oferecerem apoio à investigação
Por Henrique Sampaio
Publicado em 09/09/2026 08:06
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O desaparecimento dos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, ocorrido em janeiro deste ano, em Bacabal, no Maranhão, ganhou um novo capítulo nesta semana. A Interpol entrou em contato com a defesa da família e colocou suas ferramentas de cooperação internacional à disposição para auxiliar nas investigações.

A movimentação das autoridades ocorre após uma grande operação realizada nos Estados Unidos, que resultou na localização de 163 crianças e adolescentes, com idades entre dois meses e 17 anos. A ação, denominada Operation Statewide Shield, foi realizada entre os dias 17 e 21 de agosto pelo Departamento de Polícia da Flórida (FDLE), em parceria com outras forças de segurança.

A possibilidade de Ágatha e Allan estarem entre os menores localizados nos Estados Unidos passou a ser considerada pelas autoridades e pela defesa. No entanto, até o momento, não existe qualquer confirmação oficial de que os irmãos estejam entre as crianças encontradas.

Interpol oferece apoio à investigação

Segundo a advogada Nathaly Moraes, que representa Clarice Cardoso, mãe das crianças, o Núcleo de Cooperação Internacional entrou em contato com a defesa na terça-feira (8) para informar que a Interpol poderá auxiliar diretamente no caso.

A defesa já havia solicitado anteriormente que a investigação fosse encaminhada da Polícia Civil para a Polícia Federal, diante da possibilidade de que o desaparecimento pudesse ter alguma dimensão internacional.

De acordo com a advogada, inicialmente a Polícia Federal informou que não havia elementos suficientes para caracterizar uma investigação relacionada a tráfico humano. Agora, com a atuação do Núcleo de Cooperação Internacional e o apoio da Interpol, novas possibilidades poderão ser analisadas.

Uma reunião está prevista para esta quarta-feira (9), às 9h, na sede da Polícia Federal, em São Luís. O encontro deverá servir para definir como serão utilizadas as ferramentas de cooperação internacional disponíveis para o caso.

Consulado brasileiro acompanha situação nos Estados Unidos

A defesa também acionou o Consulado Brasileiro em Miami, que acompanha os procedimentos realizados pelas autoridades norte-americanas.

Segundo Nathaly Moraes, um representante do consulado está acompanhando presencialmente as autoridades dos Estados Unidos durante o processo de identificação das crianças localizadas na operação.

A expectativa é verificar a identidade e a nacionalidade dos menores encontrados e cruzar essas informações com registros de crianças desaparecidas no Brasil.

As autoridades norte-americanas ainda trabalham na identificação de algumas das crianças localizadas durante a operação.

Operação encontrou 163 crianças

A Operation Statewide Shield foi realizada na Flórida e contou com a participação de diferentes órgãos de segurança. Segundo o FDLE, além de ocorrências na própria Flórida, a operação também envolveu casos relacionados a outros seis estados norte-americanos, um território dos Estados Unidos e 12 países.

Os menores foram encontrados em situações diversas de vulnerabilidade, incluindo casos de fuga, disputas de guarda, negligência, abuso, exploração e outras circunstâncias investigadas pelas autoridades.

A dimensão internacional da operação aumentou a expectativa da família de Ágatha e Allan, mas não há, até agora, qualquer informação oficial que confirme que os dois irmãos estejam entre os 163 menores localizados.

Crianças desapareceram em janeiro

Ágatha e Allan desapareceram no dia 4 de janeiro de 2026, no povoado São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal. Na ocasião, os irmãos estavam acompanhados do primo Anderson Kauan, de 8 anos.

O caso mobilizou policiais, bombeiros, moradores e voluntários em uma extensa operação de buscas. Anderson foi posteriormente encontrado com vida e passou a colaborar com as autoridades na tentativa de esclarecer o que aconteceu com os primos.

Desde então, diversas denúncias e possíveis pistas foram investigadas, incluindo informações sobre crianças que teriam sido vistas em outros estados. Algumas dessas pistas, porém, acabaram descartadas.

Família aguarda confirmação oficial

A defesa reforça que informações divulgadas nas redes sociais apontando que Ágatha e Allan já teriam sido identificados entre as crianças resgatadas nos Estados Unidos não foram confirmadas pelas autoridades.

A possível identificação dos irmãos depende de procedimentos oficiais, incluindo o cruzamento de informações e a confirmação da identidade dos menores.

Enquanto isso, a família continua aguardando respostas e mantém a esperança de reencontrar as duas crianças.

O apoio da Interpol e do Núcleo de Cooperação Internacional representa um novo passo na investigação, especialmente diante da possibilidade de que o paradeiro dos irmãos esteja relacionado a outro país. Caso sejam localizados no exterior, os mecanismos de cooperação internacional poderão auxiliar no processo de retorno das crianças ao Brasil.

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