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Operação Hidra prende apontado como líder do Comando Vermelho que comandava ações no Maranhão a partir do Rio
Suspeito foi preso na Cidade de Deus e é investigado por comandar atividades criminosas em pelo menos seis municípios maranhenses
Por Henrique Sampaio
Publicado em 13/08/2026 10:43 • Atualizado 13/08/2026 11:00
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Uma ação conjunta da Polícia Civil do Maranhão, Ministério Público do Maranhão e forças de segurança do Rio de Janeiro prendeu, na Cidade de Deus, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, um homem apontado pelas autoridades como uma das principais lideranças do Comando Vermelho (CV) com atuação no interior do Maranhão.

A prisão ocorreu durante a Operação Hidra, deflagrada para combater crimes relacionados ao tráfico de drogas, domínio territorial e extorsão contra empresas e prestadores de serviços essenciais, especialmente no setor de telecomunicações.

Segundo as investigações, o suspeito Davi Oliveira Sodré comandava, à distância, ações criminosas em pelo menos seis municípios do Maranhão. Mesmo estando escondido no Rio de Janeiro, ele continuaria dando ordens e coordenando atividades da organização criminosa em território maranhense.

Companheira e braço direito também foram presos

Além de Davi Oliveira Sodré, os policiais prenderam no Rio de Janeiro a companheira dele, Jadele Marques de Araújo, apontada nas investigações como integrante do braço financeiro da organização.

Também foi preso Luan Cardoso da Silva, apontado como braço direito do suspeito.

Durante a ação, os policiais apreenderam um carro blindado, uma motocicleta, uma pistola e um caderno de anotações.

As autoridades não informaram o que os presos declararam durante os procedimentos policiais.

Operação ocorreu em quatro estados

A Operação Hidra teve caráter interestadual e mobilizou equipes no Maranhão, Rio de Janeiro, Pará e Mato Grosso.

Até o momento, pelo menos 15 pessoas foram presas durante a ofensiva, que também contou com o cumprimento de mandados de busca e apreensão.

As investigações apontam que a organização criminosa utilizava o controle territorial e a extorsão para pressionar empresas e prestadores de serviços que atuavam em áreas sob influência do grupo.

Entre os alvos estariam empresas e provedores de internet.

R$ 17 milhões são bloqueados

Por determinação judicial, aproximadamente R$ 17 milhões em valores e ativos financeiros dos investigados foram bloqueados.

No interior do Maranhão, as autoridades também interditaram um provedor de internet que, segundo as investigações, estaria sendo operado ilegalmente pela organização criminosa.

A medida faz parte da estratégia de atingir não apenas os integrantes responsáveis pelas atividades criminosas, mas também a estrutura financeira utilizada pelo grupo.

Investigações continuam

A Operação Hidra continua com o objetivo de identificar outros integrantes da organização e aprofundar as investigações sobre a estrutura financeira e operacional da facção no Maranhão e nos demais estados envolvidos.

Os presos são investigados e terão suas responsabilidades analisadas no decorrer do processo judicial, conforme o andamento das investigações e das medidas determinadas pela Justiça.

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