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Ataque criminoso deixa gestante e filho de 4 anos mortos em São João Batista; operação policial já resultou em dois suspeitos mortos e um preso
Por Henrique Sampaio
Publicado em 13/07/2026 09:06 • Atualizado 13/07/2026 09:25
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Um crime de extrema violência abalou o município de São João Batista, na Baixada Maranhense, na noite da última sexta-feira (10). A gestante Samira Costa Correia, que estava grávida de três meses, e o filho dela, Yan Kaleb Costa Santos, de apenas 4 anos, foram assassinados e encontrados com os corpos carbonizados dentro da residência da família, no povoado Olho d'Água dos Bodes, zona rural do município.

Desde o crime, uma grande força-tarefa das polícias Civil e Militar, com apoio da Perícia Oficial, Centro Tático Aéreo (CTA), Canil e setores de inteligência, atua na região para localizar todos os envolvidos. Até este domingo (12), dois suspeitos morreram em confrontos com a polícia e um terceiro foi preso.

Como aconteceu o crime

De acordo com as primeiras informações da Polícia Militar, equipes realizavam patrulhamento quando, por volta das 23h30, foram acionadas para atender uma ocorrência de incêndio em uma residência onde estariam uma mulher grávida e uma criança.

Ao chegarem ao local, os policiais encontraram a casa completamente destruída pelas chamas e confirmaram a morte de Samira e do filho.

Segundo relatos de moradores, cerca de 15 homens armados invadiram a comunidade, arrombaram três residências e seguiram até o imóvel que seria o principal alvo da ação criminosa. Os criminosos efetuaram diversos disparos de arma de fogo e, em seguida, incendiaram a casa.

Durante a perícia, foram recolhidos aproximadamente 100 estojos de munições de diferentes calibres, entre eles 9 mm, .38, .40 e calibre 12, evidenciando a intensidade do ataque.

Perícia vai esclarecer como as vítimas morreram

Os corpos das vítimas passaram por exames periciais. Os laudos deverão apontar se mãe e filho morreram em decorrência dos disparos ou em consequência do incêndio provocado pelos criminosos.

As conclusões da perícia serão fundamentais para reconstruir a dinâmica do crime e fortalecer as investigações.

Companheiro da gestante seria o alvo

Segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA), as investigações apontam que Josef Abreu Santos, companheiro de Samira e pai de Yan Kaleb, seria o verdadeiro alvo do ataque.

Josef já foi ouvido pela Polícia Civil. A SSP informou que detalhes do depoimento e da investigação permanecem sob sigilo para não comprometer o andamento do inquérito.

Familiares afirmaram que ele teria sido visto na residência pouco antes da invasão criminosa, porém seu paradeiro no momento do ataque não foi informado pelas autoridades.

Disputa entre facções é a principal linha de investigação

A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que o crime tenha relação com uma disputa entre facções criminosas que atuam na região.

O delegado-geral Augusto Barros explicou que diversas linhas investigativas permanecem abertas.

Entre elas, estão informações de que a vítima poderia manter ligação com integrantes de organizações criminosas ou ter sido alvo de uma suposta vingança decorrente de conflitos entre facções.

Apesar dessas hipóteses, o delegado ressaltou que nenhuma versão foi confirmada até o momento e que todas as possibilidades continuam sendo investigadas.

Operação policial resulta em confrontos

A resposta das forças de segurança ocorreu poucas horas após o crime.

Durante as buscas na zona rural de São João Batista, Joelson Braga Araújo, apontado como um dos envolvidos no ataque, morreu após trocar tiros com equipes policiais no povoado Arrebenta.

Segundo a SSP-MA, Joelson utilizava tornozeleira eletrônica por determinação da Justiça.

Pouco depois, outro suspeito identificado como David João Gaspar Penha, conhecido como "Mucurão", também morreu durante confronto ao reagir à abordagem policial.

Além disso, Mateus Costa Pinheiro foi preso e é investigado por participação na ação criminosa.

Investigações continuam

Mesmo com as prisões e confrontos registrados, a operação policial segue em andamento.

A Polícia Civil afirma que outros participantes do ataque já foram identificados e continuam sendo procurados. O objetivo é esclarecer completamente a motivação do crime, identificar todos os responsáveis e responsabilizar cada envolvido pela execução da gestante e da criança.

O caso segue sendo tratado como uma das ocorrências mais violentas registradas recentemente na Baixada Maranhense e continua mobilizando as forças de segurança do Estado.

 
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