Offline
MENU
Defesa de empresária presa por agressão a doméstica grávida abandona o caso após ameaças
Por Henrique Sampaio
Publicado em 09/05/2026 17:07 • Atualizado 09/05/2026 17:08
Locais

A advogada Nathaly Moraes, que atuava na defesa da empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, de 36 anos, anunciou que deixou o caso envolvendo as agressões contra uma empregada doméstica grávida de seis meses, registradas em Paço do Lumiar, na Região Metropolitana de São Luís.

Por meio de nota pública, a advogada informou que decidiu se afastar da defesa após sofrer ataques pessoais e ameaças direcionadas a ela e seus familiares. No comunicado, Nathaly destacou que a atuação da advocacia é garantida pela Constituição Federal e que o exercício da defesa técnica não deve resultar em perseguições ou ofensas ao profissional.

Carolina Sthela está presa preventivamente e é investigada por supostamente agredir a doméstica Samara Regina, de 19 anos. Segundo a Polícia Civil do Maranhão, o caso está sendo tratado como crime de tortura e lesão corporal gravíssima, com risco de aborto.

O delegado Walter Wanderley, titular da 21ª Delegacia de Polícia Civil de Araçagi, informou que as investigações seguem em fase inicial. Até o momento, a polícia já ouviu a vítima e a empresária.

Na última sexta-feira (8), o Tribunal de Justiça do Maranhão manteve a prisão preventiva de Carolina Sthela. Após a decisão, ela foi transferida para a Unidade Prisional de Ressocialização Feminina (UPFEM), em São Luís.

A Justiça também manteve a prisão preventiva do policial militar Michael Bruno Lopes Santos, apontado pelas investigações como suspeito de participar das agressões contra a jovem grávida.

O caso ganhou ainda mais repercussão após a divulgação de informações sobre uma condenação anterior da empresária. Em 2024, Carolina Sthela foi condenada pelo Tribunal de Justiça do Maranhão por calúnia contra uma ex-funcionária.

De acordo com a sentença, a empresária acusou uma babá de ter roubado uma pulseira de ouro pertencente ao filho dela. O episódio aconteceu em janeiro de 2024, quando Carolina teria enviado mensagens de áudio ameaçando registrar um boletim de ocorrência contra a funcionária.

Comentários
Comentário enviado com sucesso!