Fechou a janela partidária, e agora? Especialista em gestão pública faz uma análise do quadro na Câmara Federal
09/04/2018 06:04 em Estaduais

A janela partidária fechou exatamente à meia-noite do dia 6 de abril, e o troca-troca de legenda é um dos movimentos primordiais para a disputa nas eleições de outubro.

O coach político Sandro lima fez uma projeção em relação à disputa por vagas na Câmara Federal e suas possíveis vagas alocadas nas coligações.

A PROJEÇÃO

Fazer uma projeção das vagas obtidas por coligação para disputa a Câmara Federal requer diversos fatores como o time de filiados e sua projeção de votos. Mas, Porém vamos nos atentar a um dado básico: o número de votos válidos divididos pelo total de vagas. Partindo deste número mágico vamos às projeções:

O “chapão” do atual governo, provavelmente deva ter os seguintes partidos:

PSB, PDT , PR, DEM e PCdoB

A previsão é fazer 6 vagas podendo, ou não, e terá 1 vaga na sobra

O grupo prepara uma possível “chapinha” tendo como partidos

PROS, PP, PTB, PT, PEN, PTC e PPS

Pelos quadros apresentados, a previsão é que faça 3 deputados com possibilidade de mais 1 vaga na sobra.

Vamos agora às chapas de oposição que se fragmentou em várias candidaturas. Possivelmente, em cada uma terá apenas uma coligação.

Análise da Coligação de Roseana que possivelmente terá:

MDB, PV e PSD

A previsão é que eleja 2 deputados, com boas chances, e terá mais 1 vaga por sobra.

Vamos à análise do grupo de Braide que, possivelmente, terá em seu Chapão:

PSDB, PSC, PMN, PHS / Rede, PPL, PRTB e Avante

A previsão é que também consiga 3 vagas com boas chances de fazer mais 1.

A última chapa é a de Maura Jorge. Uma grande incógnita.

Uma possível coligação de: PODE, PSL, PSDC e PRP.

Depentendo do desempenho de seus candidato pode vir a fazer 1 vaga direta com chances de conseguir uma outra vaga, ainda que remota.

Lembrando que a média de quociente eleitoral varia a cada eleição, porque é levado em conta a votação dos números válidos sem brancos e nulos … Possivelmente 165 mil votos será o número de corte para começar a se fazer 1 vaga.

Sandro Lima (foto)tem formação em Gestão pública e MBA em Coach pela IBC /SP

COMO É FEITO O CÁLCULO DE QUOCIENTE ELEITORAL

É bom lembrar que são 18 vagas do parlamento federal sendo disputadas. Na última corrida eleitoral, o deputado eleito com o menor número de votos foi pelo PSDC com 50.658, e o com o maior número de votos foi pelo PPS com 133.575.

Com estes números é possível fazer uma análise do que possa vir por aí depois do dia 7 de outubro de 2018, não esquecendo do quociente eleitoral

Para calcular o quociente eleitoral, divide-se o número de votos válidos (sem brancos e nulos) pelo número de cadeiras em disputa. Se forem 100 mil votos e dez cadeiras em disputa, por exemplo, o quociente eleitoral é 10 mil.

Em seguida, é feito o cálculo do quociente partidário, dividindo o número de votos que o partido obteve pelo quociente eleitoral.

O número inteiro da divisão, desprezando os algarismos após a vírgula, é o total de cadeiras que o partido ganha nesta primeira fase. Por exemplo, se um partido recebeu 27 mil votos, e o quociente for 10 mil, o resultado da conta dá 2,7. O partido teria direito a duas vagas.
Como a divisão geralmente produz números quebrados, sobram algumas vagas que são divididas por meio de outra conta, que inclui apenas os partidos que obtiveram cadeira na primeira fase.

No cálculo das sobras, divide-se o número de votos do partido ou coligação pelo número de vagas conquistadas na primeira fase, mais o número 1. Ganha a vaga o partido que obtiver a maior média na divisão. A divisão das sobras é feita várias vezes até que todas as cadeiras sejam preenchidas.

Após os dois cálculos, chega-se ao número de cadeiras por partido. São considerados eleitos os primeiros candidatos de cada partido ou coligação.

Como as vagas são divididas pelos partidos ou coligações, nem sempre os candidatos que recebem mais votos acabam eleitos.

Se o candidato estiver em uma chapa com muitos candidatos bem votados é possível que ele não consiga se eleger mesmo tendo mais votos do que adversários de outros partidos ou coligações que conquistam vagas devido à configuração interna de suas chapas.

FONTE: DANIELA BANDEIRA

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